sexta-feira, 16 de maio de 2014

Capítulo II - Uma difícil transformação



O dia amanhece na Era Feudal.
Fazia muito sol, os passarinhos cantavam alegremente, comemorando a entrada da primavera.
Há cinco anos, Sesshoumaru deixou de frequentar a aldeia e visitar Rin, como era de costume. Não lhe mandava mais presentes, ou sequer mandava qualquer tipo de mensagem à garota. E durante todos estes anos, Rin jamais deixou de pensar nele e ter esperanças de que um dia ele retornasse.
Sempre ajudava a velha Kaede, mas ao amanhecer e ao entardecer, sempre ia até a beira do lago, na esperança de que Sesshoumaru pudesse visitá-la.

Há poucos dias de completar 15 anos, Rin fica muito doente e tem piorado cada vez mais. Entre febre e delírios, mostrava que a principal causa disso tudo, era a ausência de Sesshoumaru.
Nas últimas semanas, Rin não mostrava interesse em se alimentar corretamente e já não tinha mais ânimo em continuar seus trabalhos na aldeia.
Lamentava-se pelo fato de ter prometido à si mesma que jamais o abandonaria e que cuidaria do Youkai, assim que tivesse em uma idade própria para acompanhá-lo.
Não tinha família e o único que amava e prezava, era Sesshoumaru,  que a esqueceu. Tinha aprendendido muito no tempo em que vivera com a velha Kaede, principalmente a confiar novamente em humanos.
Deitada e febril, tinha ilusões com o Youkai,  o chamava o tempo todo, fazendo com que a velha Kaede ficasse extremamente preocupada.
- Espero que Inuyasha encontre o irmão o mais depressa possível - Falou a velha à Kagome,  que fazia compressas de água fria, na esperança de amenizar a febre.
Kagome a olhava com carinho e pensava:
- Inuyasha,  seja rápido,  por favor!

Inuyasha havia partido de madrugada em busca do irmão. Procurou em vários lugares, sem sucesso. Não havia cheiro ou rastros, não tinha idéia mais de onde procurar.
- Imbecil  onde você se meteu? - pensou irritado e já cansado de tanto procurar.
Foi quando ouviu um choro distante e correndo para ver quem se tratava, percebeu que era Jyaken, solitário sentado em uma pedra.
- Hey seu idiota! - Gritou - Onde está Sesshoumaru?  - Questionou aproximando-se do pequeno Youkai.
Jyaken também estava triste pelo desprezo de Sesshoumaru,  e apegado aos sentimentos, fingiu não ouvir o hanyou.
Nervoso por causa do desaforo do pequeno Youkai,  Inuyasha o pega pelos colarinhos e o chacoalha, na esperança de que ele abrisse a boca:
- Vai me responder ou não onde está aquele cão pulguento?
Mas parou ao perceber que havia algo de errado. Largando o servo, que se espatifa pelo chão, ele insiste:
- Vamos, me diga!
Jyaken deu de ombros, e finalmente responde:
- Eu... eu não sei - lamentou - Ele é um ingrato! Todos estes anos... ele não me quer mais como servo! - Gritou, dando início à uma nova choradeira
- Kéh! Desde quando Sesshoumaru é grato com alguém?  - Falou Inuyasha com ar de deboche.
Sem se importar com a choradeira, Inuyasha se questiona sobre o irmão:
- O que ele está tramando? - pensou
Sem dar importância à Jyaken, parte em busca do irmão, enquanto Jyaken gritava:
- Hey, não me deixe aqui sozinho!! 

Um tanto distante dali, Sesshoumaru refugiava-se por entre as rochas à beira da praia, desde que tivera sua última conversa com Jyaken. Ainda pensava no que acontecera na noite passada:
- A Bakusaiga não me obedece, não me aceita mais como seu dono... - Pausou
Olhava as ondas quebrando nas rochas, sentia o vento levemente quente em seu rosto e continuou:
- Estou vivo, mas meu peito está vazio. É como se me faltasse alguma coisa... Não pode ser... Que luz era aquela que saiu da Bakusaiga? Será que foi aquilo que me fez ficar assim?

- Sesshoumaru está por perto - Pensou Inuyasha, reconhecendo o cheiro do irmão - Kéh! Continua fedorento!
Saltou então, o mais rápido que pôde para tentar achá-lo. Pousando em cima da rocha, justamente a qual Sesshoumaru se refugiava. Parou, fazendo com que o irmão pudesse sentir sua presença:
- Inuyasha! O que esse miserável está fazendo aqui? - Pensou irritado Sesshoumaru que, num pulo de fúria, mostrou-se apressadamente ao irmão
- O que foi Inuyasha, veio entregar-se à mim? Não tem medo de morrer mesmo, não é miserável!
Lançou o chicote venenoso, acertando o braço do irmão:
- Deixe de ser idiota, eu não vim para lutar com você! - Tentou Inuyasha - Rin está doente - Pausou, olhando fixamente para Sesshoumaru, na intenção de fazê-lo compreender que a situação era séria.
Mesmo assim, não fez com que o DaiYoukai parasse, o mesmo colocou a  mão na Bakusaiga e logo se tocou de que ela não mais nem saía da bainha, era como se estivesse congelada
- Ora essas! A Bakusaiga não corresponde ao meu comando! - pensou irritado
Sem hesitar, pegou a Tenseiga e logo atacou Inuayasha, este sacando o mais rápido a Tessaiga para se defender.
Espadas tocavam-se em uma fúria intensa por parte de Sesshoumaru. Foi quando o mesmo encurrala seu irmão à uma rocha:
- Escute seu idiota, Rin está em febre e delirando, chamando por seu nome. Se você não for visitá-la, ela irá morrer. - Disse Inuyasha protegendo-se com a Tessaiga, do ataque do irmão.
Saber que Rin estava doente, lhe causou um incômodo muito doloroso, mas não deixou com que Inuyasha reparasse em suas fraquezas. Seu orgulho era maior do que qualquer coisa, mas não evitava a preocupação. Por mais que ele tivesse ódio do irmão e o quisesse matar por poder e para tentar obter a Tessaiga, o único sentimento que ainda estava tentando controlar, era o seu imenso afeto pela garota.

Sesshoumaru afastou-se de Inuyasha, guardando a Tenseiga, seguindo em direção à aldeia, sem responder uma única palavra ao irmão, deixando-o para trás.

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